WordPress ou site sob medida: como decidir

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Resposta rápida

WordPress compensa quando o site é catálogo institucional, muda pouco e precisa ser editado por gente não técnica. Site sob medida compensa quando o site é a principal fonte de aquisição da empresa: aí velocidade, integração e liberdade de mudar viram receita. Decida pelo custo somado em três anos, não pelo preço da entrega.

A pergunta “WordPress ou site sob medida” quase sempre chega errada, porque chega no dia do orçamento. Nesse dia o WordPress ganha por eliminação: custa menos, entrega mais rápido e vem com um painel que qualquer pessoa consegue usar. A decisão só fica difícil quando você para de olhar o preço da entrega e passa a olhar o custo somado de três anos — que é o prazo médio que um site fica no ar antes de alguém pedir para refazer.

Nesse recorte, três coisas mudam de peso: quanto tempo o navegador leva para pintar a primeira tela, quantas horas por ano alguém gasta atualizando plugin, e o que acontece quando você precisa de uma funcionalidade que o tema não previu. Nenhuma das três aparece na proposta. Todas as três aparecem na conta.

Este texto dá cinco critérios de decisão, uma tabela com faixas de custo e velocidade, e um critério de corte no fim. Antes disso, uma declaração que muda como você deve ler o resto.

O conflito de interesse, declarado antes do argumento

Nós fazemos site em código próprio. Se este artigo terminasse em “contrate código próprio”, ele seria panfleto e você sentiria na terceira linha. Então vale registrar onde o WordPress ganha de nós, sem meio-termo:

  • Quando o conteúdo muda toda semana e quem publica não é técnico. Um editor de notícias, uma clínica que publica caso por caso, uma escola com calendário vivo. O painel do WordPress é bom nisso há vinte anos e não há vantagem em reinventá-lo.
  • Quando o orçamento é apertado e a diferença vai para mídia. Um site institucional de R$ 5.000 que sobra R$ 20.000 de verba de anúncio vende mais que um site de R$ 25.000 sem verba nenhuma. Isso não é opinião, é aritmética de funil.
  • Quando você quer poder trocar de fornecedor amanhã. O mercado de profissionais de WordPress é gigantesco. Código próprio mal documentado é a forma mais elegante de ficar refém, e isso é um risco real de contratar sob medida — inclusive de nós.
  • Quando o ecossistema já resolve. Área de associados, curso online, controle de eventos, reservas. Existem plugins maduros para isso. Construir do zero o que já existe pronto é queimar dinheiro por estética.

O que segue vale para quem não está em nenhum desses quatro casos.

Quem edita, com que frequência e com qual permissão

Este é o critério que mais decide na prática e o menos discutido nas propostas. Pergunte três coisas, nessa ordem: quem vai mexer no texto, quantas vezes por mês, e o que exatamente essa pessoa precisa poder mudar.

Se a resposta for “o time de marketing, toda semana, texto e imagem de qualquer página”, você precisa de um painel. Pode ser WordPress, pode ser um CMS acoplado a um site em código próprio, mas precisa existir e precisa ser usável por quem não sabe o que é um deploy.

Se a resposta for “a gente troca o texto de três páginas por ano, e o resto é catálogo parado”, um painel completo é um custo permanente para um problema anual. Nesse caso, código próprio com edição por arquivo custa menos ao longo do tempo e não carrega nenhuma das dependências de um CMS.

O erro clássico é responder pela vontade e não pelo histórico. Quase todo cliente diz que vai publicar conteúdo toda semana. A frequência real, medida um ano depois, costuma ser um terço disso. Olhe o que a empresa publicou nos últimos doze meses, não o que ela pretende publicar.

Velocidade e segurança: os dois custos que não entram na proposta

Comece pela velocidade. WordPress não é lento. WordPress com tema comercial, construtor visual e vinte e poucos plugins é lento, e essa é a configuração que chega na nossa mesa quando alguém pede uma auditoria. Cada plugin adiciona seu CSS e seu JavaScript em todas as páginas, inclusive nas que não usam aquele recurso.

Na prática, um site institucional em código próprio, entregue como HTML estático, tem LCP entre 0,6 e 1,5 segundo em rede móvel. Um WordPress bem enxuto fica entre 1,5 e 2,5. Um WordPress com construtor visual em cima de tema de marketplace raramente sai da faixa de 3 a 6 segundos sem uma reforma. Se você não sabe onde o seu está, os limites de Core Web Vitals dizem exatamente o que medir e qual número é aprovação.

Aqui a cidade muda a resposta. Campinas tem uma das maiores concentrações de agências digitais do interior do país, e isso empurra o custo por clique das buscas comerciais para cima. Quando você paga caro pelo clique, cada segundo de carregamento é dinheiro que já saiu do caixa e não virou lead. Numa praça barata dá para ser lento e sobreviver; numa praça disputada, não dá.

Agora a segurança, que é o custo invisível mais caro dos dois. O núcleo do WordPress é auditado por muita gente e atualiza sozinho há anos. O problema quase nunca está lá. A esmagadora maioria das falhas divulgadas no ecossistema aparece em plugins e temas de terceiros — código escrito por milhares de autores diferentes, com níveis de cuidado que vão de excelente a abandonado em 2019.

Isso cria uma matemática desconfortável: cada plugin instalado é um fornecedor de código que você não escolheu conscientemente e não consegue auditar. Um site com trinta plugins tem trinta cronogramas de manutenção independentes, e basta um deles parar de ser atualizado para abrir uma porta.

O agravante é comportamental. Quando um cliente desliga a atualização automática porque “da última vez quebrou o layout”, ele congela o site na versão vulnerável e transforma um risco gerenciável em uma questão de tempo. Já assumimos site nesse estado, com plugin de formulário sem atualização há três anos, injetando link de terceiro em página que ninguém abria.

Site em código próprio não é imune — só tem uma superfície muito menor. Se o site é estático, não há PHP executando, não há banco de dados exposto e não há painel de login público para forçar. O que sobra é o formulário e a integração, que são poucos pontos e você escreveu cada um.

Teste de trinta segundos

Abra o painel do seu WordPress e olhe quantos plugins estão com atualização pendente e há quanto tempo. Se algum tem “última atualização há mais de um ano” na página do repositório oficial, esse plugin não é uma funcionalidade, é uma dívida com juros.

Integrações: o que o outro lado realmente expõe

Site institucional que só recebe formulário funciona bem em qualquer um dos três caminhos. A conversa muda quando o site precisa conversar com outro sistema: ERP, CRM, gateway de pagamento, calculadora de frete, catálogo com estoque real.

Em WordPress, isso normalmente vira um plugin de integração ou código enxertado no tema. Funciona, e é rápido de montar quando existe plugin pronto para o seu ERP. O problema aparece quando não existe, ou quando o plugin cobre 80% do que você precisa e os outros 20% são exatamente o seu diferencial. A partir daí você está programando dentro do WordPress, pagando o custo do WordPress sem ganhar a vantagem dele.

Esse critério pesa mais aqui do que na média nacional. Uma empresa em Campinas raramente vende só para Campinas: ela atende a RMC inteira, de Paulínia a Indaiatuba, e às vezes a capital. Raio de entrega, faixa de CEP e prazo por região deixam de ser detalhe e viram regra de negócio no site. Quando a regra de negócio mora no site, o site virou software — e software tem outro conjunto de exigências, que é o assunto de integrar o site ao ERP e de desenvolvimento de sistemas sob medida.

O custo somado em três anos

Aqui está a comparação que raramente alguém coloca no papel. As faixas em reais são estimativas de mercado a partir da nossa operação, não tabela oficial, e variam com escopo e com quem executa.

Comparação entre WordPress com tema, construtor visual e site em código próprio em custo, velocidade, segurança e liberdade de mudar
CritérioWordPress + temaConstrutor visualCódigo próprio
Custo de entregaR$ 3.000 a R$ 9.000R$ 1.500 a R$ 6.000R$ 9.000 a R$ 40.000
Custo por anoR$ 1.500 a R$ 3.600R$ 600 a R$ 3.600 de assinaturaR$ 0 a R$ 1.200
LCP típico em rede móvel2,5 a 6 segundos2 a 4 segundos0,6 a 1,5 segundo
Superfície de ataqueNúcleo mais 15 a 40 pluginsFechada, do fornecedorSó o que você escreveu
Editar texto sem programadorSim, painel próprioSim, o mais simples dos trêsDepende do CMS acoplado
Integração fora do comumPlugin, ou código no temaLimitada ao que a API expõeLivre
Trocar de fornecedorFácil, mercado enormeFácil dentro da plataformaDepende da documentação
Mudar layout depoisPreso ao temaPreso aos blocosTotal

Agora a conta. Um WordPress de R$ 5.000 com manutenção de R$ 2.400 por ano fecha o triênio em R$ 12.200. Um construtor visual de R$ 3.000 com assinatura de R$ 1.800 por ano fecha em R$ 8.400. Um site em código próprio de R$ 14.000 com R$ 600 de hospedagem por ano fecha em R$ 15.800.

A distância entre o mais barato e o mais caro do exemplo é de R$ 7.400 em três anos — cerca de R$ 205 por mês. Numa praça disputada, esse valor compra algo entre 8 e 25 cliques por mês. Se o site mais rápido converter um ponto percentual a mais sobre mil visitas mensais, são dez pedidos de orçamento a mais no mesmo período. A diferença de investimento se paga antes do fim do primeiro ano, ou não se paga nunca — depende inteiramente do volume que passa pelo site.

É por isso que a resposta muda de empresa para empresa com o mesmo orçamento. Não é o preço que decide. É o quanto o site produz.

O critério de corte que ninguém escreve

Depois de muitos projetos, o corte que mais acerta é este: se o site é a principal fonte de aquisição da empresa, ele é infraestrutura e merece código. Se é catálogo institucional que muda uma vez por ano e o cliente chega por indicação ou por telefone, WordPress resolve e sobra dinheiro para mídia.

Infraestrutura é aquilo cuja parada custa faturamento no mesmo dia. Se o seu site sair do ar numa terça-feira e o comercial sentir na quarta, ele é infraestrutura. Trate-o como trata o ERP: com controle sobre o código, sem dependência de trinta terceiros e com alguém responsável por ele.

Catálogo é o oposto: sai do ar e ninguém percebe até alguém procurar o telefone. Não há nada de errado em ter um catálogo. O erro é pagar preço de infraestrutura por um, ou colocar a aquisição inteira da empresa em cima de um.

Os erros que mais vemos

Cinco decisões que custam caro depois

Nenhum destes aparece na proposta. Todos aparecem na fatura do segundo ano.

Comparar propostas pelo valor da entrega. Duas propostas com R$ 4.000 de diferença podem inverter de posição no mês catorze. Some sempre entrega mais três anos de manutenção antes de escolher.

Empilhar construtor visual sobre tema comercial. É a combinação mais comum e a mais cara em performance: dois sistemas de layout carregando CSS e JavaScript concorrentes na mesma página. Vimos site perder mais de dois segundos de LCP só nisso, e a correção costuma custar mais que o tema.

Desligar atualização automática para o layout não quebrar. Isso não resolve o problema, adia. E o custo de adiar é uma invasão, com o site marcado pelo Google como comprometido e semanas para recuperar posição. Uma auditoria técnica de SEO depois de um incidente custa muito mais do que a manutenção que teria evitado.

Contratar sob medida sem exigir a chave. Repositório no GitHub da sua empresa, domínio e DNS no seu nome, documentação de build entregue junto. Já perdemos projeto por insistir nesses três itens antes de começar, e continuamos insistindo: eles são o que impede a próxima agência de precisar refazer tudo do zero.

Escolher código próprio para um site que muda toda semana sem definir quem edita. É o erro simétrico, e o mais caro dos cinco na nossa experiência: a empresa ganha velocidade e perde autonomia, e seis meses depois o site está desatualizado porque toda alteração vira chamado.

Antes de pedir a próxima proposta, faça o exercício em uma folha: escreva quantas vezes por mês alguém vai editar o site, quantos sistemas ele precisa conversar, e quanto do faturamento entra por ele hoje. Com essas três respostas, a escolha entre WordPress e código deixa de ser gosto e vira consequência. Se quiser comparar critérios de contratação antes de decidir, os guias de criação de sites cobrem preço, prazo e o que auditar na entrega, e a página de criação de sites em Campinas mostra o que entregamos em cada faixa.

Perguntas frequentes

WordPress é ruim para SEO?

Não. WordPress ranqueia bem e sempre ranqueou. O que atrapalha SEO não é o WordPress, é o que costuma vir junto: tema comercial pesado, construtor visual empilhado por cima e vinte plugins carregando script em toda página. Um WordPress enxuto, com tema próprio e cache decente, compete de igual para igual.

Site em código próprio prende a empresa no fornecedor?

Pode prender, e esse é o risco real de contratar sob medida. A proteção é contratual e técnica: repositório no GitHub da sua empresa, domínio e DNS no seu nome, documentação de build e deploy entregues junto. Se o fornecedor recusa qualquer um desses três itens, o problema não é a tecnologia.

Dá para migrar de WordPress para código próprio depois?

Dá, e é o caminho mais comum que vemos. O conteúdo sai por exportação ou pela API do próprio WordPress, as URLs antigas são preservadas com redirecionamento e o tráfego orgânico costuma se manter. O trabalho pesado não é migrar texto: é remapear formulários, integrações e qualquer área logada.

Quanto custa manter um site WordPress por ano?

Na nossa operação, uma faixa honesta fica entre R$ 1.500 e R$ 3.600 por ano para um site institucional: hospedagem que aguente PHP com folga, atualização mensal de núcleo, tema e plugins, backup testado e uma janela de suporte. Abaixo disso, alguém está deixando de atualizar alguma coisa.

Construtor visual como Wix ou Webflow resolve para empresa pequena?

Resolve, com uma condição: aceitar o teto. Você ganha autonomia de edição e não precisa pensar em servidor nem em atualização. Em troca, fica limitado ao que a plataforma expõe, paga assinatura para sempre e leva o site inteiro para outro lugar só reconstruindo do zero.

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Conteúdo revisado por Guilherme Huios — atualizado em .

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